Boletim CCBJ

A CCBJ envia mensalmente boletim eletrônico aos associados. Na edição de abril, o artigo foi escrito pelo diretor-presidente da Promotion Brasil, Mario Makuda. Ele relata sobre o perfil dos novos empreendedores brasileiros que moram no Japão.

 

Aperfeiçoamento profissional da comunidade brasileira no Japão

Por Mario Makuda

Diretor-presidente da Promotion Brasil

A pandemia afetou milhares de famílias no mundo todo. Os negócios gerenciados por brasileiros no Japão, principalmente empresas de pequeno porte, também sofreram consequências. Em alguns casos, as empresas tiveram mesmo que fechar as portas mesmo com o auxílio do governo japonês. 

O setor alimentício como restaurantes teve queda drástica nas vendas por conta do home office nas empresas. Outra razão é porque as pessoas também estavam saindo menos de suas casas. 

Em contrapartida, notamos, por exemplo, na região de Gunma, que restaurantes voltados para o público brasileiro, com preparo para reforçar o delivery ou take out, registraram alta no faturamento. Em alguns casos, alta de até 40% mesmo durante a pandemia. Isso comprova que a maioria das pessoas estava respeitando as regras de distanciamento social e evitando locais com aglomeração de pessoas.

Recentemente, a Promotion Brasil organizou uma live com a participação de 30 empreendedores. Alguns declaram que tiveram que mudar de ramo. É o meu caso, que atuava no setor de eventos. Com a pandemia, praticamente os eventos tiveram que paralisar as atividades temporariamente. Assim, migramos para eventos online e investimentos no negócio imobiliário para superar a crise.

A comunidade brasileira no Japão está na terceira ou quarta geração. Venho notando que os jovens estão mais preparados do que os primeiros dekasseguis que chegaram aqui. Os jovens estudam mais, fazem pesquisa e cursos de aperfeiçoamento. São pessoas que investem em mídia social, homepage e têm perfil diferente do brasileiro empreendedor do início da comunidade brasileira.

Muitos já operam negócios tanto no mercado brasileiro do Japão como no mercado japonês. Os setores escolhidos por esses jovens são: tecnológico, alimentício, etc.

Na própria comunidade brasileira há profissionais que ministram cursos de importação ao Japão, investimento, etc. A pandemia mostra que a qualificação profissional faz diferença e os brasileiros estão atentos a isso.

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