Webinar Soluções para a descarbonização do setor siderúrgico: oportunidades para empresas brasileiras e japonesas

O aço é um dos pilares das sociedades modernas, estando presente em muitos aspectos das nossas vidas. Indispensável economicamente, o aço é também responsável por emissões de gases do efeito estufa. Estima-se que a produção de ferro e de aço seja responsável por cerca de 7% das emissões globais. Em vista dos esforços para enfrentar a mudança do clima, é fundamental reduzir as emissões do setor siderúrgico.
Embora a descarbonização da siderurgia seja considerada particularmente difícil, há razões para otimismo. Há soluções tecnológicas existentes que, se implementadas em maior escala, de forma sustentável, poderiam reduzir emissões a um custo relativamente baixo. Isso permitiria uma transição mais suave para as empresas da cadeia produtiva do aço.
A produção de aço neutro em carbono, com a substituição do carvão mineral pela biomassa renovável, é exemplo de solução efetiva. A empresa Aço Verde do Brasil (AVB), com capacidade instalada de 600 mil toneladas de aço, é referência nesse tema. A empresa conta com certificação internacional e recebeu recentemente o prestigioso prêmio S&P Global Platts Metals Awards, na categoria “ESG Breakthrough Award”. Na concessão do prêmio, o painel julgador destacou que a AVB produz aço “sem usar combustíveis fósseis, evitando a emissão de milhões de toneladas de dióxido de carbono no meio ambiente”. Destacou ainda que a empresa “produz ‘aço verde’ usando energia 100% renovável”.
A produção de ferro-gusa verde neutro em carbono também é uma realidade no Brasil. São produzidos cerca de 7 milhões de toneladas de ferro-gusa por ano exclusivamente com uso de biomassa no país. Trata-se de uma solução já existente.
Outras soluções inovadoras incluem o “briquete verde” da empresa brasileira Vale, que pode reduzir em até 10% a emissão de gases do efeito estufa na produção de aço de seus clientes siderúrgicos. Há ainda a possibilidade de mistura de nióbio no processo de produção do aço, o que pode reduzir expressivamente as emissões de gases do efeito estufa.
Ao mesmo tempo, há empresas explorando rotas como a produção de aço com gás natural e hidrogênio.
Com vistas a apresentar a empresas brasileiras e japonesas algumas das soluções existentes e promissoras, a Embaixada do Brasil em Tóquio está organizando seminário sobre a descarbonização do setor siderúrgico.
Data: 22 de fevereiro, das 8h30 às 10:50 (horário Japão).
Programa:
8h30 Boas-vindas
•Eduardo Paes Saboia, Embaixador, Embaixada do Brasil em Tóquio
•Tatsuya Shinkawa, Diretor-Geral Adjunto do Escritório de Indústrias de Manufatura doMinistério da Economia, Comércio e Indústria do Japão
•8h45-9h30
Painel 1: Políticas de descarbonização – Perspectivas setoriais
• Cristina Yuan, Diretora de Assuntos Institucionais, Instituto Aço Brasil
• Toru Ono, Assessor Especial, Japan Iron and Steel Federation
• Fausto Varela Cançado, Presidente, Sindifer-MG
• Perguntas e Respostas
•9h30-10h45
Painel 2: Soluções para a descarbonização: tecnologias e produtos
•Luis Alqueres, Presidente e Country Manager Japão, Vale Asia KK; Stephen Potter, Diretor Global – Metálicos, Vale
•Sandro Raposo, Diretor-Executivo, Aço Verde do Brasil
•Leonardo Silvestre, Gerente Executivo, Tecnologias de Materiais Estruturais, CBMM;Alexandre Jordão, Especialista em Desenvolvimento do Mercado de Nióbio, CBMM
•Perguntas e Respostas
10h45-10h50
•Palavras de encerramento
*tradução simultânea português-japonês
Organizador: Embaixada do Brasil em Tóquio
Apoio: Japan Institute for Overseas Investment / Câmara de Comércio Brasileira no Japão / Associação Central Nipo-Brasileira
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