Boletim CCBJ

A Câmara de Comércio Brasileira no Japão envia regularmente boletim eletrônico aos associados. Na edição de outubro, o artigo foi escrito pelo consultor Hideto Usuyama, responsável pelo Departamento de Capital Market, da Nomura Securities Co., Ltd. Ele explicou a forte ligação da empresa com o Brasil. 

A Fazenda Nomura foi o primeiro negócio aberto por uma empresa japonesa no Brasil.

 

Nomura e Brasil

Por Hideto Usuyama

Consultor responsável pelo Departamento de Capital Market

da Nomura Securities Co., Ltd.

O grupo Nomura e o Brasil mantêm uma relação de longa data desde o final da era Taisho. O fundador do grupo, Tokushichi Nomura (1878-1945) começou a administrar uma fazenda cafeeira no Paraná, em 1926 (ano 15 da era Taisho), um ano após a fundação da Nomura Securities. A Fazenda Nomura foi o primeiro negócio aberto por uma empresa japonesa no Brasil e existe até hoje sobrevivendo por mais de 90 anos. 

Tokushichi Nomura sempre procurou expandir seus negócios no exterior desde o início. No Brasil, principalmente, ele atuou como um investidor preocupado com causas sociais, em vez de buscar apenas o lucro. Na administração da fazenda, Nomura contratou imigrantes japoneses, que trabalhavam em condições precárias na época, para lhes oferecer emprego estável e ambiente de vida mais confortável, contribuindo também com a educação dos filhos deles. Ou seja, Nomura foi um empreendedor com perfil comparável ao de investidores sociais no mundo atual. 

A Nomura Securities seguiu esse espírito do fundador e fez vários investimentos no Brasil como a aquisição das ações do Banco Bozano, Simonsen de Investimento S.A. em 1973, e a criação do Nomurabras Instituto de Desenvolvimento Agropecuário Ltda, em Araxá, Minas Gerais. Em 1982, a empresa instalou o escritório da Nomura Securities em São Paulo, que realiza diversas atividades no Brasil. 

Nos últimos anos, a Nomura Securities tem diversificado o ramo de seus negócios no Brasil. No início dos anos 2000, a empresa teve um papel importante para apoiar a captação de recursos, por meio de bônus samurai emitido pelo governo brasileiro e por outros órgãos governamentais. Devido à crise na Argentina e outros fatores, os investidores japoneses passaram a ter uma visão mais negativa sobre os créditos sul-americanos, mas a Nomura tem servido como ponte entre o Japão e o Brasil comercializando, no atual momento, títulos denominados em real e fundos de investimento em euro para investidores individuais japoneses, apresentando o grande potencial do Brasil e as oportunidades que o país oferece. 

Como um banco de investimento, a Nomura oferece diversos serviços, entre eles, aconselhamento financeiro sobre projetos ligados a recursos naturais promovidos pela fusão de empresas japonesas e brasileiras, e avaliação de ativos para projetos de fusões e aquisições internacionais por investidores estrangeiros na área de infraestrutura no Brasil. 

Desse modo, a Nomura Securities continuará atuando ativamente, com uma visão de longo prazo, nas operações financeiras para conectar empresas e investidores no Brasil, que possui recursos abundantes e um mercado com grande potencial, além dos laços fortes com o Japão. 

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