Boletim CCBJ 

A CCBJ envia regularmente boletim eletrônico aos associados. Na edição de junho, o artigo foi escrito por Suguru Nakane, Diretor do Museu da Migração Japonesa ao Exterior, da Jica (Japan International Cooperation Agency).

O museu, localizado em Yokohama, foi reaberto recentemente com renovação. O local mostra a imigração dos japoneses e há também espaço que mostra nikkeis bem sucedidos no Japão.

 

Por Suguru Nakane

Diretor do Museu da Migração Japonesa ao Exterior, da Jica (Japan International Cooperation Agency)

O Museu da Migração Japonesa ao Exterior, da Jica (Japan International Cooperation Agency), fica no bairro de Minato Mirai, em Yokohama. O local, que recebe milhões de turistas por ano antes da pandemmia, era o ponto de partida dos emigrantes japoneses e abrigava na época várias hospedarias para eles.

A JICA prestava serviços para envio de emigrantes ao exterior até 1993. Depois passou a oferecer apoio à fixação e estabilidade da vida dos imigrantes japoneses no exterior, que saíram do país no pós-guerra por incentivo do governo, rumo aos países da América Latina, por exemplo. O Museu da Migração Japonesa ao Exterior foi criado em 2002 como um empreendimento para conectar o Japão e as comunidades nikkeis na América Latina. Desde a inauguração, o estabelecimento mostrou a milhares de japoneses a história da emigração japonesa ao exterior, o papel exercido pelos imigrantes nipônicos e a contribuição deles às sociedades locais e ao Japão, além da situação atual dos imigrantes e seus descendentes. No ano em que se comemora 20 anos de aniversário, o museu foi reformado e reaberto ao público, no dia 26 de abril, seguindo três princípios básicos. 

1. Apresentar de forma simples o passado e o presente dos imigrantes e das comunidades nikkeis 

 

Após a reforma, a exposição permanente passou a apresentar mais materiais preciosos que fazem parte do acervo do museu. Reforçamos também a explicação referente aos tópicos importantes da história da imigração japonesa (o aprisionamento dos imigrantes nipônicos durante a guerra e o conflito entre kachigumi e makegumi, por exemplo), além de criar um novo espaço para mostrar a situação atual dos nikkeis e as comunidades, além dos vínculos entre o Japão e outros países, com o intuito de apresentar de forma didática a história e a atualidade dos imigrantes e seus descendentes. Usamos o Brasil como exemplo, por conta do volume dos materiais referentes que fazem parte do nosso acerco, para explicar o processo de transformação dos imigrantes e das comunidades nikkeis. 

2. Ideias para promoção de convivência intercultural

 

A exposição sobre os antepassados, que respeitavam a cultura dos países que os acolheram como imigrantes visando a coexistência e a co-prosperidade com a população local, oferece ideias para a promoção de sociedade multicultural. Os painéis sobre Oizumi (Gunma), Hamamatsu (Shizuka), Tsurumi, de Yokohama (Kanagawa) e os vídeos das entrevistas com nikkeis de destaque no Japão e no exterior visam ajudar o público a lembrar que convive com pessoas de origens variadas, além de proporcionar oportunidades de pensar sobre como devemos moldar a nossa sociedade no futuro.                                                                                                                 

3. Visando tornar a exposição fácil de compreender para um público mais amplo

 

Com a reforma, procuramos melhorar a acessibilidade arquitetônica do museu, introduzindo piso tátil para deficientes visuais dentro e fora do estabelecimento, mapa tátil, informações em braille, exposição tátil e guia de áudio, além de instalar mais exposições interativas com ilusões de ótica e imagens em 3D. Colocamos também explicações em linguagem fácil para crianças, adesivos da campanha ODS (SDGs), espaço para aprendizagem (com capacidade para oito pessoas), que possa ser aproveitado para atividades de aprendizado fora da sala de aula.

※Obs.: O museu dispõe também de espaço maior para estudos (para mais de 20 pessoas).

Desde que foi fundado o Centro de Emigração, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, no bairro de Negishi, em Yokohama, milhares de emigrantes saíram do Japão embarcando no Porto de Yokohama. A partir desse local, que hoje abriga o Museu da Migração Japonesa ao Exterior, continuaremos cumprindo a nossa missão de divulgar informações a respeito dos nikkeis e das suas comunidades. Convidamos vocês para conhecerem o museu renovado. 

Além do museu, que fica no segundo andar da JICA Yokohama, temos ainda uma cafeteria no terceiro andar com vista panorâmica (onde é possível até tomar cerveja). Aproveitem a oportunidade para curtir a vista de Yokohama atual, refletindo sobre a época dos imigrantes, depois de visitar o museu e conhecer a história da emigração japonesa ao exterior e olhar o Brasil dentro desse contexto.

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Reabertura do museu no dia 25 de abril

Homepage: https://www.jica.go.jp/jomm/index.html

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