Boletim CCBJ

A Câmara de Comércio Brasileira no Japão envia boletim eletrônico aos associados e entidades. Na edição de março, o artigo foi escrito por Urara Niwata, do setor de Business Planning Research, do JBIC (Japan Bank for International Cooperation). Ela escreveu sobre o resultado da 33ª Pesquisa sobre Investimentos Estrangeiros Diretos da Indústria Japonesa em 2021.

 

Relatório da pesquisa sobre atividades comerciais das empresas japonesas do setor manufatureiro no exterior

Resultado da 33ª Pesquisa sobre Investimentos Estrangeiros Diretos da Indústria Japonesa em 2021

 

Por Urara Niwata

Business Planning Research Section

JBIC (Japan Bank for International Cooperation)

 

O Japan Bank for International Cooperation (JBIC) apresentou o relatório da 33ª pesquisa sobre atividades comerciais das empresas japonesas do setor manufatureiro no exterior. Desta vez, enviamos questionários em julho de 2021 para 965 companhias, das quais 515 responderam até outubro, o que representa uma taxa de resposta de 53,4%. Os questionários foram enviados para as matrizes dessas empresas no Japão e eles foram respondidos pelos representantes dos departamentos responsáveis pelo planejamento corporativo, pela gestão das finanças ou pelos negócios no mercado estrangeiro.

 

Entre as empresas que responderam, 49 mantinham subsidiárias no Brasil. Os principais ramos de atividade delas eram os setores automobilístico (13 empresas), químico (9 empresas) e eletroeletrônico (7 empresas). Havia 60 empresas que possuíam pontos-de-venda no Brasil, sendo que 13 delas eram do setor eletroeletrônicos e 10, de máquinas gerais. Um dos diferenciais do mercado brasileiro, em comparação com a China e os países integrantes da ASEAN, é o número de ponto-de-venda que supera o das sedes de produção.

 

 

O gráfico 1 mostra o resultado da votação na qual as empresas escolheram os cinco países ou regiões que consideram mais promissores para investimentos de médio prazo.

 

(gráfico 1:  Ranking dos países e regiões mais promissores a médio prazo)

 

Nessa pesquisa, a China ficou no topo do ranking. O segundo lugar foi ocupado pela Índia, apesar de ter sofrido uma queda de 7,8 pontos no percentual de votos obtidos. Enquanto os países integrantes da ASEAN, que foram atingidos pela onda da variante delta na época da pesquisa, tiveram queda no número de votos obtidos, EUA e Taiwan receberam mais atenção. O Brasil subiu de posição, atingindo o 13º lugar no ranking (porém, vale lembrar que o percentual de votos obtidos aumentou apenas 0,7 ponto).

 

Entre os principais motivos pelos quais os investidores consideram o Brasil como um país promissor, o mais votado foi “potencial de crescimento do mercado” (76,9%), seguido por “tamanho atual do mercado” (60%), o que indica que esses investidores já tenham conquistado certo espaço no mercado local (gráfico 2). Quanto aos desafios enfrentados, o item mais votado foi “insegurança política e social” (54,5%). Os investidores citaram também as preocupações com os sistemas jurídico e fiscal e o controle cambial, o que mostra a necessidade de estabilização institucional (gráfico 3).

(Gráfico 2: Evolução dos motivos pelos quais os investidores consideram o Brasil um país promissor)

 

(Gráfico3: Evolução dos desafios do Brasil)

 

Embora o Brasil tenha subido de posição no ranking dos países mais promissores, é inevitável concluir que a presença do Brasil está mais fraca comparando com a época na qual o país se destacava como um dos integrantes dos Brics. O importante é tentar controlar a pandemia o quanto antes para destacar o potencial do mercado brasileiro. A pesquisa detectou também que as empresas estão trabalhando ativamente com os projetos de descarbonização no segmento upstream (exploração e produção) da cadeia de suprimentos. Esperamos que o Brasil aproveite seu diferencial como um país onde as fontes renováveis representam 85% da matriz energética, e tome iniciativas de combate às mudanças climáticas, que ajudem a torná-lo mais atraente.

 

Veja o relatório completo da 33ª pesquisa (2021) sobre atividades comerciais das empresas japonesas do setor manufatureiro no exterior.
https://www.jbic.go.jp/ja/information/press/press-2021/1224-015678.html

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