Boletim CCBJ

A Câmara de Comércio Brasileira no Japão envia boletim eletrônico para associados e entidades todo mês. O artigo da edição de fevereiro foi escrito pelo Embaixador do Brasil no Japão, Eduardo Saboia.

O Embaixador escreveu sobre o relacionamento comercial e de amizade entre o Brasil e o Japão.

Brasil e Japão seguem juntos

Por Eduardo Saboia

Embaixador do Brasil no Japão

A tradicional amizade entre Brasil e Japão tem raízes profundas, que se sustentam nos vínculos humanos densos entre os dois países e no nosso histórico de interesses comuns e iniciativas exitosas. Desde 2014, alçamos nosso relacionamento ao grau de Parceria Estratégica e Global, reflexo da importância de nossas relações bilaterais. 

Não obstante nosso excelente relacionamento, os vínculos econômicos e comerciais entre os dois países têm sofrido gradual diminuição. Após o ápice do comércio bilateral em 2011, com trocas de USD 17,34 bilhões, os números vêm sofrendo queda e, desde 2016, têm apresentado cifras que chegam a apenas metade desse valor. Diversos fatores explicam essa redução, desde a queda do preço de commodities no período até a maior dificuldade de entrada para exportações brasileiras no mercado nipônico. Diante da dificuldade para que seja retomado o dinamismo de nossas trocas, a corrente de comércio tem sido gradativamente preenchida por outros parceiros: do lado brasileiro, na Ásia, por China, Coréia do Sul, Índia, Singapura e Malásia; do japonês, na América Latina, por México e Chile. 

É urgente a necessidade de encontrar maneiras de reverter esse quadro. A celebração de acordo comercial (EPA) com o Japão tem sido identificada como medida central para recuperar o fluxo de comércio bilateral, que segue perdendo importância relativa para os dois países diante da continuada consolidação de outras parcerias. Os setores privados, tanto do Mercosul quanto do Japão, já deixaram claro, por meio de inúmeras manifestações de suas associações empresariais, que o EPA precisa ser firmado com urgência se quer evitar desperdiçar ainda mais as oportunidades que a complementaridade entre nossos países oferece. A conscientização a respeito da necessidade premente de se chegar ao acordo precisa ser impulsionada para que evitemos perder mais tempo. A Câmara de Comércio Brasileira no Japão tem um papel fundamental a desempenhar nesse esforço. A CCBJ, ao reunir membros destacados do empresariado do Brasil e do Japão, atua como caixa de ressonância em Tóquio dos chamados da iniciativa privada por avanços que nos permitam superar a atual estagnação e recolocar nosso intercâmbio em nível condizente com a importância de nossas economias. Neste início de 2022, em que vemos sinais de arrefecimento da pandemia de COVID-19, faço votos de que possamos reenergizar nossas relações econômicas, alinhando-as com as excelentes relações políticas.

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