Mulheres pesquisadoras são fontes de inspiração para novas gerações

Foto: Beatriz Urashima, Larissa Shinohara, Camila Achutti, Yasuko Nakai

Seminário organizado pela ApexBrasil valoriza as mulheres nas carreiras em STEM
Duas jovens brasileiras, que fazem Doutorado em universidades no Japão, foram fontes de inspiração para a plateia no seminário “Carreira Científica para Meninas e Mulheres Jovens”, realizado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Elas mostraram que a vida acadêmica também tem desafios como a vida profissional, mas expandir essa discussão para estimular outras pessoas é fundamental. Para aprofundar a discussão em relação a perspectiva de carreira para universitários, o evento contou com a colaboração de Yasuko Nakai, Professora Especializada em Educação da Língua Japonesa e Educação Internacional na Universidade Metropolitana de Osaka. A ApexBrasil é responsável pelo Pavilhão Brasil, na Expo 2025 Osaka.

As jovens são: Larissa Tami Shinohara e Beatriz Mydori Carvalho Urashima. Larissa é arquiteta, urbanista e pesquisadora brasileira. Faz Doutorado na Escola de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia da Universidade Keio, no Japão. Já Beatriz é engenheira civil, com pesquisa focada na durabilidade de geossintéticos e aplicação de estatística não paramétrica, no curso de Doutorado, na Universidade de Osaka.

A moderadora foi Camila Fernandez Achutti, Delegada W20, reconhecida pela Forbes e pelo Instituto Anita Borg, recebeu prêmios como o Women in Tech Brazil 2021. Ela preside o Grupo de Trabalho Mulheres em STEM (sigla em inglês que significa Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), do W20 Brasil e fundou o portal “Mulheres na Computação”.

Ela assinalou que somente 30% das mulheres estudam STEM. Camila explicou a importância do W20, que consiste num grupo de engajamento para discutir questão das mulheres a fim de substanciar discussão no G20.

Pesquisadoras
Larissa fundou a Associação de Pesquisadores Brasileiros no Japão (ABrJ) com a vontade de reunir acadêmicos brasileiros. As atividades voluntárias se iniciaram em 2022, com apenas quatro membros. Atualmente, esse número aumentou para 60, sendo metade formada por mulheres espalhadas por várias regiões do Japão. A entidade atua com organização de webinários, apoio a novos projetos, educação, tecnologia, etc. “Sou a primeira mulher a cursar um doutorado na família”, comentou.

Já Beatriz se espelhou nos pais engenheiros. “Minha mãe enfrentou desafios quando foi fazer mestrado. Nenhum professor quis fazer orientação até encontrar uma mulher que abriu o caminho. Somos capazes de mudar o ambiente que estamos”, acentuou.

Japão
A professora Yasuko Nakai ministra aulas para universitários japoneses e estrangeiros. Ela espera que “as pesquisadoras brasileiras possam ser inspiração para outros universitários concluírem os estudos e exercerem o que aprenderam na universidade”.

Público
A opinião do público foi positiva depois do evento. A universitária Gabriela Uessu, 21 anos, estuda Sociologia numa faculdade em Nagoia. “Amei a palestra. A gente precisa de modelos para sonhar com um mundo maior. Caso contrário, vamos seguir trabalho como o de fábrica, que não é ruim, mas acredito que temos potencial para melhorar”, falou.

A também universitária Ayane Nakamura, 22 anos, estuda Saúde Humana, numa faculdade em Osaka. “Achei a palestra interessante pela valorização feminina, inclusive, foi citada a importância de ter ambiente para a mãe amamentar o bebê no trabalho”, apontou, referindo-se ao comentário da professora Yasuko que observou a necessidade de ter um local para apoio de mães professoras por exemplo. “O número de pesquisadoras é baixo porque não tem apoio social ou emocional”, comentou ela.

O evento abordou o empoderamento feminino e iniciativas que visam a criação de uma sociedade onde todas as mulheres possam ter autonomia econômica para desempenhar um papel ativo. Os tópicos são relevantes porque nortearam as agendas de debates durante o G20, que aconteceu no Brasil em 2024 e podem ser expandidos para os países da Expo Osaka. Além disso, esta proposta está alinhada com instituições brasileiras relevantes que trabalham direta ou indiretamente com a agenda de gênero, incluindo o Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Mulher, Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Rede Feminina de Empreendedorismo Feminino, W20 e ONU Mulheres.

O evento, que aconteceu no dia 27 de agosto, no Pavilhão da Mulher. A Semana da Mulher vai até o dia 30 de agosto.

Foto: ApexBrasil

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
WhatsApp