Brasil disputa com os EUA fornecimento de etanol para o Japão

Durante a agenda setorial, a Unica e o Instituto de Economia da Energia do Japão (IEEJ) oficializaram um Memorando de Entendimento para ampliar a colaboração técnica entre Brasil e Japão no setor de biocombustíveis sustentáveis. Além da assinatura do documento, Evandro Gussi participou do painel “Descarbonização e Estratégias Energéticas” no Fórum Econômico Brasil-Japão, realizado no dia 26 de março em Tóquio, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento contou com a presença de cerca de 500 empresários brasileiros e japoneses, além de representantes do governo japonês e dos setores automotivo e de bioenergia.

No encerramento do Fórum, o presidente Lula defendeu o biocombustível brasileiro como uma estratégia crucial para que o Japão atinja suas metas ambientais. “Acho que demos um passo significativo. A porta para mais negócios com o Japão está aberta. Temos o etanol e o biodiesel, áreas nas quais o Brasil possui muita expertise. Agora, é a nossa diplomacia e o nosso comércio que precisam fazer as coisas acontecerem”, declarou o presidente.

Na safra 2023/2024, o Brasil produziu aproximadamente 716,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, matéria-prima para a produção de 46 milhões de toneladas de açúcar, 35,9 bilhões de litros de etanol — sendo 6,2 bilhões de litros produzidos a partir do milho de segunda safra — e 21 TWh para a rede elétrica nacional.

As usinas associadas à Unica são responsáveis por mais de 54% da produção nacional de cana, 60% da produção de etanol — com mais de 85% da produção de etanol de milho de segunda safra —, 54% da produção de açúcar e quase 79% da bioeletricidade fornecida para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Reportagem: Fatima Kamata

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