A CCBJ agradece a todos que participaram do seminário “Brasil Contemporâneo – como se relacionar com o Brasil”. Os panelistas foram os professores universitários da Universidade Sophia: Akiko Koyasu, Kojiro Takeshita e Kotaro Horisaka.
Na abertura, a professora Akiko Koyasu abordou a recente crise no Oriente Médio. Ela destacou a posição do governo brasileiro de reforçar que o diálogo e negociação são os únicos meios para a paz.
Ela também apontou a grande repercussão positiva que o atleta Lucas Pinheiro teve ao ganhar medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno, na Itália. “O que foi interessante é que, independentemente de ser direita ou esquerda, os políticos enviaram mensagens de congratulações. Este ano é de eleições gerais, incluindo a presidencial. A polarização política se tornou um dos assuntos mais debatidos no Brasil hoje, mas no que diz respeito ao esporte, especialmente ao de inverno, a ideologia parece não ter tido não tanta relevância”, afirmou ela.
Já o professor Kojiro Takeshita apontou o indicador da Jetro que coloca o Brasil como um dos países promissores de investimento japonês, ficando em segundo lugar atrás apenas da Índia. Ele também salientou a importância do Brasil em elementos raros como nióbio utilizado na aviação e computador por exemplo. O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio.
O encerramento foi com o professor emérito da Universidade Sophia, Kotaro Horisaka. Ele tem relação com o Brasil há mais de 70 anos. “O Brasil é um dos principais países da América Latina que fazem parte do ‘Sul Global’. No entanto, o país tem chamado a atenção no cenário mundial mais pela sua ‘conduta madura’, geralmente silenciosa e resiliente, do que por suas novidades relevantes. A meu ver, o Brasil é um país que transparece mais maturidade”, afirmou ele. O ministro Ronaldo Amaral, da Embaixada do Brasil no Japão, também esteve presente.
Foto: Vice-presidente da CCBJ, Roberto Goto; Akiko Koyasu, Kotaro Horisaka, Kojiro Takeshita e diretor da CCBJ, Hiroyuki Shimizu
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