Aprovado pelo Conselho da União Europeia após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre Mercosul e UE deve criar a maior área de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 700 milhões de pessoas. A assinatura está prevista para 17 de janeiro, no Paraguai, mas a entrada em vigor dependerá de aprovação no Parlamento Europeu e da ratificação nos países membros.
O tratado prevê eliminação gradual de tarifas, com a UE zerando impostos sobre 95% dos produtos do Mercosul em até 12 anos, e o bloco sul-americano retirando tarifas de 91% dos bens europeus em até 15 anos. Setores industriais como máquinas, automóveis, químicos e aeronáutico terão benefícios imediatos.
No agro, produtos sensíveis ― como carne bovina, frango, açúcar e etanol ― estarão sujeitos a cotas, com salvaguardas que permitem à UE reintroduzir tarifas em caso de desequilíbrios de mercado. O acordo mantém exigências sanitárias rigorosas e inclui compromissos ambientais vinculantes, com possibilidade de sanções em caso de descumprimento do Acordo de Paris.
O texto também amplia o comércio de serviços, facilita investimentos, abre compras públicas, fortalece a proteção à propriedade intelectual e cria regras específicas para pequenas e médias empresas. Para o Brasil, a expectativa é de aumento das exportações, maior integração às cadeias globais e atração de investimentos no médio e longo prazo.
Fonte: Agência Brasil