Entenda o acordo Mercosul–UE em 13 pontos

Na presença dos presidentes do Paraguai, Argentina, Bolívia, Uruguai e Panamá, de todos os ministros das Relações Exteriores do bloco (Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai) e de altos funcionários da União Europeia (UE), o acordo entre o MERCOSUL e a União Europeia foi assinado em 17 de janeiro de 2026, na capital paraguaia, após 25 anos de negociações.

Aprovado pelo Conselho da União Europeia após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre Mercosul e UE deve criar a maior área de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 700 milhões de pessoas. A assinatura está prevista para 17 de janeiro, no Paraguai, mas a entrada em vigor dependerá de aprovação no Parlamento Europeu e da ratificação nos países membros.

O tratado prevê eliminação gradual de tarifas, com a UE zerando impostos sobre 95% dos produtos do Mercosul em até 12 anos, e o bloco sul-americano retirando tarifas de 91% dos bens europeus em até 15 anos. Setores industriais como máquinas, automóveis, químicos e aeronáutico terão benefícios imediatos.

No agro, produtos sensíveis ― como carne bovina, frango, açúcar e etanol ― estarão sujeitos a cotas, com salvaguardas que permitem à UE reintroduzir tarifas em caso de desequilíbrios de mercado. O acordo mantém exigências sanitárias rigorosas e inclui compromissos ambientais vinculantes, com possibilidade de sanções em caso de descumprimento do Acordo de Paris.

O texto também amplia o comércio de serviços, facilita investimentos, abre compras públicas, fortalece a proteção à propriedade intelectual e cria regras específicas para pequenas e médias empresas. Para o Brasil, a expectativa é de aumento das exportações, maior integração às cadeias globais e atração de investimentos no médio e longo prazo.

Fonte: Agência Brasil

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